Confira porque 64% das empresas quebram e como evitar

Um estudo do Sebrae mostra que 27% das empresas paulistas fecham antes de completar um ano. E os números só se agravam até o sexto ano, quando atingem 64% de mortalidade. E as pequenas e microempresas são 96% desse universo.
As principais causas para a alta taxa de mortalidade identificadas pelo Sebrae são:

– Comportamento empreendedor pouco desenvolvido;
– Falta de planejamento;
– Gestão deficiente do negócio;
– Insuficiência de políticas de apoio;
– Flutuações na conjuntura econômica;
– Problemas pessoais dos proprietários.

Para enfrentar esse quadro desafiador, o consultor Sidney Shiroma, diretor da Fagus Consultoria, aponta os dez principais erros a serem evitados pelas pequenas e médias empresas. Segundo ele, a falta de experiência e desconhecimento da atividade são os dois grandes desafios enfrentados pelos empreendedores.

“Não possuir um plano de negócios ou planejamento estratégico, que oriente os rumos da empresa, é algo prejudicial. É preciso ter um plano bem claro, objetivo e detalhado, antes de realizar qualquer ação ou investimento, seja de tempo ou de dinheiro. Caso contrário a empresa fica extremamente exposta ao fator sorte”

Outro erro que acontece com freqüência é misturar as finanças da empresa com as pessoais. É preciso estabelecer um pro-labore (salário) para os sócios, semelhante aos funcionários. “Este valor deve ser transferido para a conta corrente pessoal, e serve para cobrir as necessidades/despesas pessoais dos sócios. Não confundir o pró-labore com o lucro da empresa”, adverte.
Confira os mandamentos para reduzir os riscos de quebra da empresa e alcançar o Bom Controle dos negócios:
1 – Não possuir um plano de negócios, planejamento estratégico ou análise mercadológica;
2 – Misturar as finanças da empresa com as pessoais;
3 – Contratar qualquer familiar ou amigo, e não as pessoas mais adequadas para a empresa. É preciso estabelecer os pré-requisitos para cada cargo/função, e selecionar as pessoas com o melhor perfil/competências necessárias para a empresa;
4 – Não estabelecer metas e prazos para as pessoas. Além de definir o que cada sócio/funcionário deve realizar, é preciso estabelecer uma data/hora para finalizar. Eliminar o gerúndio (estou fazendo, estou providenciando,…) pois tempo é dinheiro. As despesas tem data fixa para pagamento. O atraso de uma tarefa pode atrasar o recebimento de uma receita e prejudicar o fluxo de caixa da empresa;
5 – Tomar decisões sem informações precisas, principalmente informações financeiras. É preciso ter um controle detalhado de todas as receitas, despesas fixas e variáveis, e investimentos. É fundamental simular os impactos futuros de qualquer ação. Ex: Saber qual o custo operacional para definir o preço de venda dos produtos e a política de descontos;
6 – Contrair empréstimos para pagar as despesas operacionais, sem ter um plano de recuperação/reestruturação. Se a empresa não consegue pagar as despesas operacionais com as receitas da operação, é preciso mudar/rever o plano do negócio. Não confundir despesas operacionais com investimentos;
7 – Não tomar as decisões no momento em que é preciso, principalmente quando envolvem demissões, mudanças de procedimentos, aumento de atividades e controles, suspensão de operações, aumento no investimento, entre outras. Prorrogar a decisão só aumenta o tamanho das mudanças e dos impactos;
8 – Perder o comando, a comunicação e o respeito das pessoas. Todos têm a sua devida importância para o perfeito funcionamento do organismo, mas algumas pessoas são e precisam exercer o papel do cérebro (decisão, planejamento, comando) e outras, dos órgãos e membros do corpo (operação, execução, controle);
9 – Ficar dependente de funcionários, fornecedores ou clientes. É preciso evitar esta dependência que traz riscos significativos para o negócio, elaborando planos de contingência para a falta/desistência destes. “Quem tem um, não tem nenhum”. Tenha pelo menos dois funcionários com conhecimento dos processos-chave, dois fornecedores distintos de matéria-prima/produtos e dois clientes com a mesma proporção de receitas;
10 – Acreditar que sabe tudo, que não precisa de ajuda e que nunca enfrentará dificuldades. É preciso ouvir e considerar a opinião/sugestão dos funcionários, clientes e fornecedores, se atualizar e se aperfeiçoar continuamente, e buscar ajuda profissional para agregar valor à operação da empresa.

Fonte: DiarioNet

Publicado por Felix Schultz

Executivo de Internet com mais de 15 anos de experiência, incluindo a gestão geral das organizações, desenvolvimento de produtos, operações de negócios e estratégia.